Cirurgia da Aorta

Dissecção Aórtica

A dissecção aórtica é a emergência cardiovascular mais letal. Diagnóstico imediato e encaminhamento ao centro de referência adequado são determinantes para a sobrevida. Dr. Alberto Jose Pinto Ferreira — referência em dissecção aórtica tipo B no oeste do Pará. CRM-PA 9210.

Emergência vascular

Dor torácica ou lombar súbita e intensa — especialmente com irradiação para as costas ou de caráter desgarrante — pode ser dissecção aórtica. Emergência absoluta. Acione o SAMU (192) ou vá imediatamente à emergência hospitalar mais próxima.

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O que é

A dissecção aórtica ocorre quando há uma laceração na camada íntima da aorta, permitindo que o sangue penetre e disseque as camadas da parede arterial, criando um falso lúmen paralelo ao fluxo verdadeiro. É a emergência cardiovascular mais grave, com mortalidade estimada de 1 a 2% por hora nas primeiras horas sem tratamento.

A classificação de Stanford divide em dois tipos: Tipo A, que envolve a aorta ascendente independentemente da extensão — exige cirurgia cardíaca de emergência — e Tipo B, restrita à aorta descendente, cujo manejo é o campo de atuação do cirurgião vascular. A fase temporal também determina a conduta: hiperaguda (<24 horas), aguda (2–14 dias), subaguda (15–90 dias) e crônica (>90 dias) — com janelas de intervenção, riscos e resultados distintos.

O diagnóstico é confirmado por angiotomografia de aorta total com contraste — exame que deve ser solicitado imediatamente em qualquer paciente com dor torácica ou lombar de início súbito e caráter desgarrante.

Quando é indicado

  • Tipo B complicada — rotura aórtica confirmada ou iminente
  • Tipo B complicada — malperfusão visceral (isquemia mesentérica, renal)
  • Tipo B complicada — malperfusão de membros inferiores
  • Tipo B complicada — expansão aórtica rápida com instabilidade clínica
  • Alto risco (TEVAR preemptivo, fase subaguda) — dor refratária ao tratamento clínico otimizado
  • Alto risco — diâmetro aórtico total >40 mm na fase aguda ou expansão documentada
  • Alto risco — falso lúmen com grande extensão e ausência de trombose espontânea
  • Alto risco — porta de entrada na curvatura menor da aorta
  • Alto risco — derrame pleural hemorrágico
  • Crônica (tratamento eletivo) — diâmetro da aorta descendente ≥55–60 mm
  • Crônica — crescimento >5 mm em 6 meses
  • Crônica — sintomas compressivos ou isquemia recorrente

Como é realizado

A dissecção tipo B não complicada e sem características de alto risco é tratada clinicamente com controle rigoroso da pressão arterial — meta de pressão sistólica <120 mmHg — e da frequência cardíaca (<70 bpm), com betabloqueador endovenoso como agente de primeira linha, monitoramento em UTI e angiotomografia seriada para vigilância da remodelação aórtica.

A dissecção tipo B complicada ou com características de alto risco é tratada pelo TEVAR: introdução de endoprótese por via femoral para cobrir a porta de entrada proximal da dissecção, redirecionando o fluxo para o verdadeiro lúmen e promovendo a trombose do falso lúmen. O procedimento é realizado em caráter de urgência ou eletivo conforme a estabilidade clínica e a fase temporal da dissecção.

Para casos selecionados — especialmente dissecções agudas e subagudas com falso lúmen extenso e pérvio —, técnicas complementares ao TEVAR padrão podem ser empregadas para maximizar a remodelação aórtica. A técnica STABILISE (Stent-Assisted Balloon-Induced Intimal Disruption and Relamination in aortic dissection rEpair) vai além da cobertura da porta de entrada: após o TEVAR, um balão de alto volume rompe a membrana dissecante ao longo da aorta, recriando um lúmen único e promovendo a trombose completa do falso lúmen. Essa abordagem está disponível em Santarém-PA para casos criteriosamente selecionados.

Recuperação e acompanhamento

Após TEVAR para dissecção: UTI por 24–48 horas, alta em 3–5 dias na ausência de complicações. O acompanhamento com angiotomografia é realizado ao 1º mês, 3º mês, 6º mês e anualmente, para monitorar a remodelação aórtica — trombose do falso lúmen, expansão ou regressão do saco — e detectar complicações tardias como endoleak, migração da endoprótese ou novas entradas distais.

O controle rigoroso e permanente da pressão arterial com betabloqueador é obrigatório em todos os pacientes com dissecção tipo B, independentemente de terem sido tratados cirurgicamente ou clinicamente. A adesão ao tratamento anti-hipertensivo é o principal determinante da sobrevida a longo prazo.

Perguntas frequentes

Tem dúvidas sobre Dissecção Aórtica?

Agende uma avaliação com Dr. Alberto Jose Pinto Ferreira — CRM-PA 9210