Aneurisma de Aorta Abdominal
O aneurisma de aorta abdominal é silencioso até a rotura — uma emergência com mortalidade que ultrapassa 80% dos casos. Diagnóstico por ultrassom e tratamento eletivo em Santarém-PA. CRM-PA 9210.
O que é
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é a dilatação permanente da aorta abdominal com diâmetro ≥3 cm, geralmente assintomático até a rotura. A grande maioria é descoberta incidentalmente em exames de imagem realizados por outros motivos ou durante rastreamento dirigido a grupos de risco.
Os principais fatores de risco são tabagismo (o mais importante), sexo masculino, idade acima de 65 anos, hipertensão e histórico familiar de primeiro grau. O rastreamento por ultrassom abdominal é indicado para populações de alto risco: homens acima de 65 anos com histórico de tabagismo, e homens ou mulheres com familiar de primeiro grau com diagnóstico de AAA.
O tratamento eletivo é indicado quando o diâmetro ultrapassa 5,5 cm em homens ou 5,0 cm em mulheres, ou quando há crescimento acelerado — independentemente do diâmetro. A abordagem pode ser endovascular (EVAR) ou cirurgia aberta, conforme a anatomia da aorta, o risco cirúrgico e a expectativa de vida do paciente.
Quando é indicado
- Tratamento (cirúrgico ou endovascular) — AAA ≥5,5 cm em homens ou ≥5,0 cm em mulheres
- Tratamento — crescimento >0,5 cm em 6 meses, independentemente do diâmetro
- Tratamento — AAA sintomático (dor abdominal ou lombar de início recente)
- Tratamento — AAA com morfologia sacular, trombo instável ou sinais de rotura iminente
- Vigilância por ultrassom — AAA de 3,0–3,9 cm: reavaliação a cada 3 anos
- Vigilância — AAA de 4,0–4,9 cm: reavaliação a cada 12 meses
- Vigilância — AAA de 5,0–5,4 cm: reavaliação a cada 6 meses
- Rastreamento — homens >65 anos com histórico de tabagismo
- Rastreamento — familiar de primeiro grau de paciente com AAA conhecido
Como é realizado
O EVAR (tratamento endovascular) é a abordagem preferencial quando a anatomia é favorável — colo proximal adequado, angulação aceitável e acesso ilíaco pérvio. O procedimento é realizado por pequenas incisões na virilha, com introdução de endoprótese bifurcada guiada por fluoroscopia, sem abertura abdominal. A ESVS 2024 confirma o EVAR como tratamento preferencial na maioria dos pacientes, com benefício de sobrevida no curto prazo em relação à cirurgia aberta e resultados equivalentes em longo prazo de até 15 anos. Internação de 2 a 3 dias.
A cirurgia aberta é indicada em anatomias desfavoráveis para EVAR, em aneurismas justa ou pararrenais, ou em pacientes jovens com boa condição clínica e longa expectativa de vida. Realizada por laparotomia mediana com clampeamento aórtico e substituição do segmento aneurismático por prótese de Dacron ou PTFE. Internação de 5 a 7 dias.
Recuperação e acompanhamento
Após EVAR: retorno às atividades em 2 semanas. O acompanhamento pós-operatório inclui angiotomografia aos 30 dias para avaliação do resultado imediato. Em pacientes sem complicações, o intervalo de vigilância pode ser progressivamente espaçado, com angiotomografia da aorta total recomendada aos 5 anos para detecção de complicações tardias — endoleak, migração da prótese ou expansão do saco aneurismático.
Após cirurgia aberta: recuperação de 4 a 6 semanas. Acompanhamento clínico periódico com exame de imagem (ultrassom ou angiotomografia) indicado na presença de sintomas, complicações ou dúvida diagnóstica. Ambas as abordagens têm excelente durabilidade quando corretamente indicadas e acompanhadas.
Em todos os pacientes com AAA — tratados ou em vigilância — é obrigatório o controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular: cessação do tabagismo, estatina, controle da pressão arterial e antiagregação plaquetária conforme o risco cardiovascular global.
Perguntas frequentes
Tem dúvidas sobre Aneurisma de Aorta Abdominal?
Agende uma avaliação com Dr. Alberto Jose Pinto Ferreira — CRM-PA 9210